Arquivo de setembro, 2012

Alguns dias atrás postei uma matéria sobre o Dr. Royal Raymond Rife, suas pesquisas e o desenvolvimento do seu poderoso microscópio de 60.000x.

Pesquisando mais a fundo sobre as descobertas do Dr. Rife, descobri que ele criou uma tabela gigantesca, onde ele catalogou quase todas as doenças ou anomalias conhecidas pelo homem, e a frequência ressonante responsável pela sua eliminação em nosso organismo.

Embora esses conceitos pareçam fantasiosos e muito com cara de “Nova Era” é importante notar que a própria ciência convencional reconhece que todo e qualquer objeto material, orgânico ou não, possui sua própria frequência ressonante, e que, obviamente a Terra também possui sua frequência.

Segundo a Ressonância Schumann, a Terra “funcionaria” com uma frequência magnética de 7,83 hertz, a mesma frequência que percorre o cérebro humano e de todos os seres vertebrados do planeta, usando a sequencia matemática de Fibonacci, se nota que tudo a nossa volta é criado e modificado através de frequências numéricas ou sonoras, o Dr. Masaru Emoto, em 2003, fez algumas experiencias de forma muito simples e rustica, onde ele mostra que certas frases, notas musicais e sons, podem alterar a estrutura molecular da água, apesar de ter sido duramente criticado, o Dr. Emoto continua com suas pesquisas, embora ser ter os recursos necessários para um estudo mais aprofundado e de acordo com as exigências da comunidade cientifica tradicional.

Frequências ressonantes alterando as moléculas de água

Um fato curioso que talvez passe desapercebido para muitos é a forma como a música moderna é produzida, a maioria delas são gravadas com base na frequência sonora de 440 hertz, mas nem sempre foi assim, em 1939 o então ministro da propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, tentou de todas as formas, criar um novo padrão de como a música deveria ser gravada, em 440 hertz, nessa época o padrão era o de 432 hertz. Goebbels não teve sucesso em suas tentativas, porém, com o final da guerra, foi criado um novo padrão para essa frequência, o ISO 16, que regulamentava 440 hertz como sendo o mais indicado para a afinação de instrumentos musicais e para a gravação de musicas e sons

O antigo padrão de 432 hertz, que era recomendado pelo governo da Áustria desde 1885, foi abolido e adotado em seu lugar o novo padrão de 440 Hz.

Isso parece não fazer nenhum sentido, por que modificar um padrão musical que aparentemente não irá fazer nenhuma diferença para quem ouve?

A verdade é que realmente uma alteração de alguns poucos hertz fará uma enorme diferença, que talvez não seja percebida pelos nossos ouvidos, mas será entendida de uma forma diferente pelo nosso cérebro e pelas moléculas de nosso corpo, assim como o Dr. Emoto expõe em seus experimentos, que as moléculas da água se alteram com o som, o corpo humano, que é formado basicamente de água, também estaria sofrendo alterações de acordo com certas frequências sonoras, mais especificamente, nosso cérebro, criando estados alterados de percepção, de comportamento e pensamento.

Tudo fica ainda mais suspeito quando o partido nazista alemão tentou mudar esse padrão, é sabido que Joseph Goebbels era um mestre em manipulação de massa, levando multidões a atingir estados de epifania coletiva com suas técnicas de propaganda e repetição de palavras-chave, que levaram toda a Alemanha a adotar o conceito de “guerra total”.

Ao se comparar a mesma música gravada em duas frequências diferentes, percebemos que existem diferenças imperceptíveis que só podem ser notadas ouvindo-as em volume alto e de uso de fones de ouvido, a resposta aos diferentes estímulos sonoros criados pelas distintas frequências é percebido de imediato pelo cérebro, onde frequências de 440 Hz. nos deixaram mais “atentos”, despertando os sentidos, nos deixando alertas e com a adrenalina em alta, uma predisposição ao stress e a explosões de fúria, exemplos são as musicas eletrônicas, heavy metal, e alguns ritmos pop, todos gravados com base na frequência de 440 Hz.

Os cantos gregorianos nos séculos passados, eram cantados usando a frequência de 432 ou 435 Hz., que teriam um efeito contrario dos sons em 440 Hz., acalmando a mente, trazendo um estado onde corpo se sentiria mais equilibrado, predisposto e descansado, ou seja, sem stress e aberto ao pensamento mais consciente e racional.

Analisando os números 432 e 440 segundo a escala Fibonacci, veremos que os 432 cria uma onda perfeita, um fractal harmonioso e balanceado, já o 440 desenvolve uma onda violenta, imperfeita, que pode ser observada na escala musical de Pitágoras, onde apenas o 432 cria uma espiral perfeita.

O universo é sem dúvida, matemático, a música, com suas 7 notas musicais é por sua vez também matemática, a sequência Fibonacci e a escala musical

Espiral Pitagórica

pitagórica nos dá a prova disso, é possível ver que a frequência 432 Hz. pode ser considerada como a frequência da “criação” enquanto que a 440 Hz. seria a frequência sonora da “destruição”.

Alguns geneticistas e biólogos fazem uso de ondas de alta-frequência para alterar geneticamente o DNA de certos organismos em laboratório, e isso já vem sendo feito a alguns anos.

Quando pensamos nas pesquisas de Royal Rife, George Lakrovsky, ou até mesmo nos mantras do hinduísmo e do budismo, não podemos deixar de imaginar que os sons, as frequências sonoras estão em tudo e preenchem todos os lugares, e tem funções distintas entre si, com propósitos diferentes, a NASA alguns anos atrás lançou uma coletânea de CDs de áudio, onde se ouviam os sons emitidos de vários planetas do sistema solar, que alegadamente foram gravados a partir de sondas espaciais, alguns sons criam um estado de irritação e agitação, uma certa ansiedade, já outros colocam quem os ouve, em um estado de relaxamento e até mesmo sonolência.

Gregg Braden

O pesquisador e escritor americano Gregg Braden, em seus muitos anos de estudos e pesquisas sobre as frequências sonoras e magnéticas, chegou a conclusão de que ondas de baixa frequência interferem na forma como vemos a realidade e agem diretamente no comportamento das pessoas, criando o medo e a apreensão, imaginemos o nosso mundo atual, com seus milhares de pontos de transmissão de ondas de baixa frequência espalhados ao redor do planeta ( micro-ondas, antenas de sinal de rádio, de celulares, TV, etc ) alterando a todo momento o modo que nosso organismo se comporta, de como nosso cérebro age e quem sabe o que mais essas frequências podem estar causando.

O que fica muito evidente em tudo isso é que, não tem como negar que tudo tem sua própria frequência ressonante, que podemos alterar o estado de certas matérias usando a ressonância correta, podendo inclusive destruir ou favorecer a criação de uma nova estrutura.

O conhecimento dos efeitos de tais frequências são conhecidas há muito tempo, seu uso e seus propósitos, mas aparentemente a indústria fonográfica, os músicos e principalmente os ouvintes, não estão muito preocupados com esses efeitos, que possivelmente podem, a longo prazo, modificar o nosso comportamento e até mesmo afetar a forma como vemos a realidade, por mais que isso pareça “fantasioso”, as evidencias cientificas que são apresentadas estão muito longe de serem apenas mais uma das “teorias da conspiração”.

Autor : Kyoshi Taka – Chaos D.C – 2012

Por Kyoshi Taka

Em tempos de internet, onde a informação é quase que imediata, se nota até de forma muito clara, que está muito na “moda” o tipo de “conhecimento fast-food”, do qual não existe mais a necessidade do questionamento próprio, bastam  alguns cliques no mouse e pronto, já teremos uma explicação qualquer de um assunto qualquer e teremos o “conhecimento relâmpago” ao alcance do nosso monitor.

Embora nos traga alguns benefícios  esse tipo de rede de informação também pode, em muitos casos, provocar uma especie de “síndrome” na maioria das pessoas, especialmente os jovens, síndrome essa que está criando uma sociedade que se preocupa muito pouco em buscar os questionamentos, onde vemos que é muito mais prático  apenas absorver uma pequena parte de qualquer informação , misturar com algumas pitadas de qualquer dogma religioso ao qual fomos condicionados a crer desde pequenos, umas teorias aqui e outras ali e pronto, “ saindo um quentíssimo e apetitoso lance de conhecimento-fast food “  .

A situação se  torna preocupante  ainda mais quando notamos  que uma boa parte dessas pessoas não só fazem grande uso desse tipo de conhecimento como chegam   a criar uma falsa ilusão sobre conceitos muito  antigos que não são necessariamente uma novidade, estão apenas  adormecidos dentro de nosso ” precioso” casulo, que conhecemos como EGO.

Nesse oceano de informações fragmentadas e sem muitos detalhes, vive uma infinidade de lendas,conceitos e até mesmo uma nova “modalidade” de filosofia que pode ser encontrada facilmente : o “achismo”.

O mundo atual é moldado pelo relógio, onde a sociedade tecnocrata vive seus  melhores momentos, oferecendo uma vasta quantidade de “soluções”  rápidas e práticas, colocando assim o conceito do “não perca tempo” como um meio “inteligente” de viver a vida, e que com a ajuda dos “acessórios” certos você estará apto para conquistar seu lugar ao sol.

A grande dificuldade de compreensão sobre os fatos transformou o mundo em algo fantasioso demais, adentrando no campo do supersticioso e do sobrenatural, criou-se barreiras intransponíveis que aprisionam e vulgarizam um vasto conhecimento cultural e intelectual valioso, hoje qualquer citação ou menção que faça o ser humano interagir mais consigo mesmo é considerado como  algo “diabólico”  e perverso, a subcultura do “conhecimento relâmpago”, tenta de todas as formas se firmar no dia a dia das pessoas, e me parece que uma grande parte de nós realmente se sente bem a vontade com essa situação.

Chega a ser até controverso observar que muitos tentam explicar as grandes coisas e não ter o fundamental ponto de observação para enxergar as menores, é o mesmo que observar um antigo toca-discos e tentar entendê-lo e explicar o seu funcionamento ignorando o próprio disco em si, suas ranhuras e seus “mistérios” invisíveis, não é  possível  entender o toca-discos sem ter o conhecimento de como o próprio disco funciona, a explicação não terá nunca um  entendimento lógico e sensato, assim como em qualquer campo é necessário o entendimento que não está visível aos olhos ,  daquilo que muitas vezes se encontra escondido a meio a metáforas e alegorias, que assim se encontram para que seja  entendido que o conhecimento possui várias facetas, existem inúmeras formas de ensinar e explicar, e na maioria dos casos a forma alegórica talvez seja  a faceta do entendimento direto, profundo, que adentra as carnes da ignorância deixando  apenas uma leve cicatriz  que nos fará lembrar o  que a ocasionou sempre que a olharmos.

A criação e desenvolvimento de uma série de pensamentos “escravizantes”  baseada em dogmas  religiosos incoerentes e de completo vazio filosófico simplesmente tomaram de assalto a onda “ helenista”  que em tempos antigos varreu a sujeira das medidas dos pré-conceitos e trouxe a tona a cristalina solução para a maioria dos problemas humanos, porém fomos obrigados a beber de outras águas, que sacia apenas a sede dos  que não conseguem distinguir sua salubridade, que de tão acentuada se confunde com o frescor da mais pura fonte.

Testemunhamos hoje , sem dúvidas, a maior chacina da história humana, onde milhões de pessoas estão se deixando serem abatidas pela ditadura impiedosa do egocentrismo, das subculturas “modernas”  que tentam de forma instantânea criar a geração “relâmpago”, que de tão apressada que se apresenta não teve tempo de “pegar”  os fundamentos básicos que fortalecem e sustentam o crescimento humano, conceitos e tradições morais , éticos e do respeito mutuo ficaram perdidos no tempo, não tem espaço dentro  da cultura robotizada do “tempo é dinheiro”.

O conhecimento fast-food oferece uma digestão rápida , que não se preocupa em conter “proteínas”  ou nenhum elemento que facilite o crescimento de quem o consome, em sua receita vemos ingredientes variados de muitos sabores e  texturas e mesmo assim devoramos esse peculiar e aparentemente saboroso prato sem sequer imaginar  que a indigestão que ele nos causa pode ser fatal , deixando sequelas em nosso comportamento , debilitando e abrindo a  porta para que a doença da ignorância se transforme no câncer que consome o mundo.

Na próxima  matéria abordaremos os conceitos do esoterismo e exoterismo, onde tentaremos explicar e esclarecer suas alegorias e o porque de seu significado “oculto”, suas diferenças e as confusões que são criadas ao redor desses termos, fiquem ligados nas próximas matérias.

 

Continuando com as matérias esclarecedoras sobre simbologia , dessa vez iremos fazer uma rápida viagem até  as índias, onde conheceremos uma grande divindade hindu, conhecida por justamente se apresentar em uma forma incomum que pode até causar estranheza , seu nome é Ganesha ( sânscrito : श्रीगणेश).

Antes de  explicar o significado dessa popular divindade, vamos entender um pouco mais sobre o hinduísmo e seus conceitos.

O hinduísmo, também é conhecido como “ religião eterna “ e tem essa definição por não se  ter conhecimento de quem a fundou  ou a introduziu, teve seu inicio as margens do Rio Ganges a mais ou menos 5 mil atrás . O hinduísmo engloba uma série de ensinamentos , tradições e mitos, onde existem milhares de divindades  ,dentre as principais citaremos :

Brahma :  A causa , a origem e a própria essência do universo, sem ele nada existe.

Vishnu :  A força que mantém toda a vida ,  força que cura e salva.

Shiva : É o renovador, assim como cria também destrói, é o destruidor  que renova e recria.

As divindades hindus são muitas vezes representadas como tendo vários braços e cabeças, o que simboliza seus muitos poderes ( virtudes ) .

Bem, não vamos nos aprofundar no hinduísmo, nosso propósito é apenas dar um exemplo de uma forte simbologia , o básico do  hinduísmo é o conhecimento interior e a figura de Ganesha representa isso de forma exemplar, de entendimento fácil e intuitivo.

Ganesha é o filho primogênito de Shiva, o destruidor e Parvati, a deusa da natureza. Ele é representado em um corpo de menino com cabeça de elefante e possuí quatro braços.

Uma das coisas mais interessantes ao se estudar o hinduísmo é notar que todas as divindades representam não um deus propriamente dito, mas sim aspectos ou virtudes humanas, no caso de Ganesha não é diferente, ele é o símbolo do conhecimento  e sabedoria.

Segundo o hinduísmo, Ganesha foi o escriba dos textos védicos, usando para isso um pedaço de seu próprio marfim que serviu como pena, notemos que, os vedas são os únicos escritos do hinduísmo, divididos em quatro livros, contém todo o conhecimento do hinduísmo, e foram assim escritos pela divindade que simboliza o conhecimento e sabedoria,  ou seja, os vedas foram “ escritos” pelo conhecimento usando uma ferramenta da sabedoria.

O mais interessante sem dúvida é a simbologia da própria divindade Ganesha :

Orelhas grandes : Escutar bem, saber ouvir os ensinamentos ( Sravanam ).

Olhos pequenos : Enxergar com concentração , se concentrar no que se aprende.

Boca pequena : Falar menos  e apenas o essencial.

Cabeça grande : Ter a capacidade de aprender sempre mais,ser inteligente, não esquecer o que foi  ensinado, possuir a “ memória de elefante “.

A barriga saliente : Ter a capacidade de “engolir, digerir  e assimilar “ todos os obstáculos lentamente, assim como todo conhecimento adquirido.

A tromba : Representa o discernimento entre o espiritual e o material e mundano.

Ganesha possui quatro braços, onde cada um deles segura um objeto ou faz um sinal especifico em cada mão, a mão superior direita carrega um pequeno machado, que simboliza o “corte” aos apelos materiais e dos desejos do ego, elimina os obstáculos  para que a mente compreenda melhor os ensinamentos e atinja o conhecimento mais facilmente.

A mão superior esquerda, segura normalmente uma lótus mas algumas vezes também pode segurar um laço,  onde representa   o apego a verdade, ser “amarrado” ao eu verdadeiro, a realidade suprema,  o “eu” absoluto, enquanto a lótus define a natureza pura, imaculada  e absoluta.

Na mão inferior direita vemos o mudra “Abhãya Mudra” que faz  referência a preparação mental, normalmente usada para fazer uma meditação, um estado de preparo mental.

Já não mão inferior esquerda vemos um prato recheado com “Modaka” um doce hindu feito de arroz e leite, onde é representado a satisfação,  a plenitude ao se alcançar o caminho da disciplina e do  autoconhecimento, o prêmio pela vitória acima do ego.

O pequeno  rato que aparece no chão perto da divindade  e que muitas vezes entra em cena como sendo a montaria de Ganesha,  representa o EGO , seus desejos, voracidade e cobiça, sempre “roubando” mais  do pode comer , ao ilustrar Ganesha montando o  rato é simbolizado  que o conhecimento se sobrepõe ao ego, o controlando e o guiando no caminho da sabedoria e do autoconhecimento.

A figura de Ganesha que é o filho primeiro de Shiva ( destruição para renovar ) e Parvati ( natureza, pureza e imponência ) , representa tão somente o conhecimento, a sabedoria, e sua imagem nos lembra a todo momento o caminho que deve ser seguido para se alcançar esse conhecimento, simples assim.

Existem outras simbologias  na divindade Ganesha, mas creio que essas sejam as principais, que mostram claramente como a simbologia tem  um impacto direto no nosso subconsciente e que vista sem a intromissão do ego  ela se faz completamente aceitável e faz  todo sentido.

Até a próxima matéria sobre simbologia e seus significados.

Com a mudança de era, conceitos que nem são tão novos assim começam a ter mais destaque em nosso dia a dia ,e alguns, de forma muito superficial e sem muito conhecimento são divulgados de forma “popular e folclórica” criando muita confusão e entendimentos completamente sem cabimento.

É normal ver uma quantidade de informação referente a símbolos antigos  , esoterismo , misticismo e conceitos originários de escolas de conhecimento antigo e ocultismo.

Quem já esta familiarizado  com conceitos esotéricos e conhece seu significado consegue distinguir o conhecimento que se apresenta, sua simbologia, seus significados que apenas dizem respeito ao interior humano e seus muitos mistérios .

O grande problema se da quando  a maioria das pessoas  apenas observa o obvio, aquilo que se coloca a sua frente ,e não está “ treinado “ para observar o significado de toda essa simbologia ou textos que ao primeiro momento parecem conter uma enigmática incógnita, recheada de  segredos incompreensíveis.

Não terei a pretensão de explicar os detalhes de simbologias e mesmo esoterismo, o que seria até impossível nessa pequena matéria, não existe nenhuma possibilidade de explicar apenas em um simples texto de poucas palavras a profundidade do conhecimento esotérico e filosófico que acompanha a humanidade a milênios, mas tentarei desmistificar na medida do possível alguns pontos, os quais considero de importância para um entendimento  mais claro e menos supersticioso, que pode ser compreendido por qualquer pessoa, independente de religião ou credo.

É de extrema importância para se entender a função de muitos simbolismos que vemos hoje em dia que se tenha algum conhecimento de história antiga, civilizações antigas, sua cultura, costumes e tradições.Civilizações como os egípcios, Maias e Astecas,Celtas e Nórdicos, culturas indígenas americanas, australianas e asiáticas e é claro os antigos chineses e hindus.

Depois de termos adquirido algum conhecimento sobre todas essas civilizações perceberemos que embora algumas delas nunca terem se relacionado, pelo menos até onde a história é conhecida, é notado que de alguma forma elas estavam interligadas, que em tempos remotos havia uma espécie de conceito universal que se expandiu através de todo o planeta, e que  esse conceito, embora tivesse muitos nomes diferentes variando de civilização para civilização ou mesmo de tempos em tempos continuava o mesmo, como poderiam esses conhecimentos serem transmitidos através do mundo e do tempo entre várias civilizações que tinham cada qual sua linguagem distinta, escrita própria e em alguns casos nem sequer escrita tinham ?

A  resposta para isso é SIMBOLOGIA, da mesma forma que hoje temos sinalizações que identificamos de imediato, como os sinais de trânsito, entre outros, também na antiguidade se usavam símbolos para transmitir uma mensagem, um sinal e até mesmo um conhecimento.

Provavelmente a grande maioria dos símbolos que vemos nos dias de hoje tiveram suas origens oriundas dos antigos Celtas, onde os conhecimentos de sua cultura não eram transmitidos de forma escrita, pois eles acreditavam que o conhecimento é uma “faca de dois gumes” quando usada indevidamente poderia ser corrompida, isso na melhor das  hipóteses.

Outra cultura que teve nos símbolos uma importante forma de comunicação e transmissão de conhecimentos foi sem dúvida os egípcios, com uma vasta simbologia de profundo conhecimento sobre o universo, o homem e a natureza.

Natureza, talvez esse ponto principal que concentra provavelmente a maior parte de símbolos que vemos e não temos a capacidade de reconhecer e compreender seu significado de imediato, é inegável que os símbolos causam um impacto em nosso sub-consciente,  mas por que ?

Chegamos agora em ponto muito interessante, é onde iremos compreender a real função dos símbolos e como eles exercem uma comunicação com nosso inconsciente, além é claro, de ser uma forma de  transmissão de pensamento que não esta sujeita a ser corrompida pelas divergências culturais e linguísticas que são diferentes entre os povos.

Os antigos , acreditando que a única forma de viver harmoniosamente com o mundo  e entre si era conhecer a principio o seu próprio “eu”,não seria possível entender o ambiente que um ser vive sem compreender o próprio ser antes de  tudo,então desde muito cedo essas civilizações entenderam que cada ser humano é um ser complexo que não era apenas constituído de matéria, embora compreenderam que a própria matéria, o corpo físico era formado de hierarquias que juntas formavam o corpo humano, e assim , seguindo esse raciocínio lógico chegaram ao ponto de detectar que embora todos os homens fossem fisicamente e estruturalmente iguais, existiam diferenças entre eles, pensamentos diferentes, vícios, comportamentos variáveis que não seguiam um padrão assim como a hierarquia física.

Descobriram que o ser humano era também constituído de uma hierarquia “invisível” , que assim como o corpo físico, ela também possuía “ órgãos vitais “ , hoje conseguimos identificar o mais importante desse “ órgão “ , nós o chamamos de EGO.

Para ilustrar de forma mais fácil de ser entendida, vamos colocar da seguinte forma :

Você e seu ego são duas pessoas completamente diferentes, imagine você como a pessoa consciente, que você conhece bem, que faz suas tarefas do dia a dia, vai  trabalhar, dorme, etc.

Agora pense no ego como sendo uma outra pessoa, que tem necessidades diferentes, que pensa completamente diferente de você, e que por assim ser, tem um comportamento e uma vida que de forma alguma tem qualquer semelhança com o você  “você”.

Partindo desse principio, a linguagem que nos comunicamos com outras pessoas , não é entendida da mesma forma pelo EGO, para que possamos entrar em contato com nosso EGO é preciso acima de  tudo conhecer e saber diferenciar o que em nós é o nosso “eu” real e o que é o EGO.

A linguagem dos símbolos como vimos, é usada tanto para uma transmissão de conhecimentos  e também para criar um veículo de comunicação com o EGO, alguns símbolos, quando apenas observados pelo nosso “eu” terá um entendimento diferente da observação do EGO, obviamente que isso irá criar , quando visto pelo “eu”  , uma informação completamente deformada de seu real propósito e entendimento quando direcionada ao EGO e vice-versa.

Um exemplo clássico disso é a famosa e “sinistra” figura do Baphomet ou Bode de Mendes.

Definida originalmente, até onde se sabe, pelo ocultista Eliphas Levi, o Baphomet a vários anos vem assombrando o imaginário das pessoas pelo mundo, por que simplesmente é vista com os olhos do EGO.

Na verdade essa figura é muito interessante, riquíssima em símbolos,  que por incrível que pareça não representa o “ senhor das trevas “ , pelo menos não o senhor das trevas imaginário que mitologicamente foi criado para ser o “ antideus  judaico-cristão“ , o Baphomet representa o interior humano ( agora confundiu tudo não é ? mas calma…chegaremos lá… ).

Ele é a representação de ninguém menos do que … o EGO, isso mesmo, ele representa o que existe dentro de nós, cada simbolo presente nessa sinistra figura representa um aspecto do ser humano que necessita ser melhorado e lapidado.

Não entrarei em detalhes do significado de cada um dos símbolos  que se apresentam na figura do Baphomet, pelo menos não nessa matéria a qual serve apenas como um pequeno esboço da grandiosidade e profundo significado da vasta simbologia que faz parte do antigo conceito do “ conhecer  o ser antes do ambiente “ que nada mais é do que uma simples definição de CONHECIMENTO ESOTÉRICO, entender o que está dentro para poder entender o que está fora.

Escolas de conhecimento antigo usam os símbolos para “despertar” a consciência do ego, trazendo o conhecimento de sua existência para que seja analisada pelo “eu” e assim poder “educá-lo “ colocando barreiras nele e se autodisciplinando, até que, finalmente se consiga mudar a aparência sinistra e sombria que existe dentro de nós, o Baphomet interior, que precisa ser melhorado e consequentemente se tornar apenas e unicamente o  “eu” consciente, que estará enfim pronto para conhecer o ambiente a que pertence.

Espero que essa simples explicação consiga passar um pouco do vasto conhecimento sobre a gigantesca simbologia que existe desde tempos muito antigos, que embora não seja de conhecimento fácil a principio merece ser estudada com paixão, pois apenas diz  respeito a aspectos de grande interesse para nossa melhoria  como seres humanos, que irá refletir em nossa conduta ética, moral, perante a nossa sociedade que anda tão empobrecida e fatalmente doente, devido a falta do mais básico e primordial conhecimento, o de nós mesmos.

Autor : Kyoshi  Taka