Arquivo de fevereiro, 2013

Frutas são "símbolos"? No mundo moderno, apesar de toda tecnologia ao nosso dispor, a ciência convencional, ainda não consegue explicar certos “fenômenos” com relação ao corpo humano, certas doenças que o atingem e suas relativas curas.

Estaria a ciência procurando por essas respostas nos locais errados?

Ou provavelmente a ciência já tem essas respostas e se recusa a aceitá-las  por serem obvias demais?

Pior ainda, eles tem pleno conhecimento dessas respostas, as aceitam perfeitamente, mas não querem as compartilhar por algum motivo “misterioso”, será?

Conhecendo um pouco da natureza humana, eu fico com essa última hipótese…porém, como não acredito em “mistérios” vamos investigar isso mais a fundo, nada melhor que olhar nosso “passado” para obter algumas dicas valiosas para nosso aprendizado, afinal, como já sabemos, o “conhecimento antigo” sempre nos traz coisas novas.

“Era uma vez…”

Paracelso

Paracelso

Quando o Brasil ainda mal tinha sido “descoberto”, existiu um grande Cientista, ou melhor, um Alquimista, ou melhor, um Filósofo e Médico, chamado Paracelso, ele tinha o estranho hábito de “receitar” legumes, frutas e até mesmo flores para seus pacientes, como forma de curar os males do corpo e doenças diversas, ele acreditava que a cura para determinada doença estaria em seu correspondente comparativo na natureza, o que se confirmou ser verdadeiro, o que a própria ciência convencional conhece, porém, não aplica.

Paracelso é então, considerado como o pai da “Doutrina de Assinaturas”, onde ele entendeu que o corpo humano é formado por “símbolos” e que esses mesmos símbolos estão por toda a natureza, um grande exemplo disso é a incrível semelhança entre a noz Juglans regia, e sua inacreditável semelhança com um cérebro humano, ela possui, assim como um cérebro, dois hemisférios, um neocórtex, cerebelo inferiores e superiores, e mais inacreditável ainda, a ciência convencional já sabe (ou sempre soube…) que ela auxilia grandemente no desenvolvimento das funções cerebrais humanas. Vale lembrar que Paracelso é considerado também o “pai” da química moderna.

As semelhanças entre os símbolos do corpo humano e outros corpos orgânicos da natureza não param por ai, existe uma infinidade de grãos, legumes, frutas e vegetais que tem a mesma semelhança com todos os órgãos humanos, externos e internos.

Corte uma cenoura em rodelas e você verá exatamente a mesma estrutura de um olho humano visto de frente, alguém provavelmente já lhe disse que cenoura”faz bem para os olhos”, não é mesmo?, ou como um gengibre se parece exatamente como uma visão isolada de um estômago.

Essas e outras “coincidências” estão em todos os aspectos da natureza e sua ligação com o ser humano, podemos ver facilmente como viver não é tão complicado assim, nós é que complicamos, ou pior do que isso, deixamos que “outros” compliquem as coisas para nós, existe bem a nossa frente um “código universal” que longe de ser “divino” ou mágico, é extremamente lógico e racional, a simples observação do Macrocosmo e do Microcosmo nos dará todos os meios de vivermos da forma que feitos para viver, verdadeiramente livres e apenas obedientes a algumas regras bem simples e de fácil entendimento, as regras do universo, que de tão simples e obvias, não observamos com a devida atenção.

Noz

A indústria farmacêutica sabe muito bem disso, a ciência convencional também, e o mais importante, as antigas civilizações também o sabiam, então porque esse conhecimento não é divulgado? quem está por trás disso? qual o interesse em se criar compostos sintéticos para nossos corpos senão o lucro ganancioso e o objetivo sórdido de acobertar “Segredos Antigos” que certamente nos levaria a questionamentos mais profundos e impertinentes?

Talvez o dinheiro e o poder material não sejam as únicas respostas para tais perguntas, a “Toca do Coelho” como sempre, continua cada vez mais profunda…

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Pequenas igrejas, grandes negocios!

“Conversão” é um eufemismo para “lavagem cerebral”. Qualquer estudo sobre o assunto tem necessariamente de mencionar algo sobre a Renovação Cristã na América do século XVIII. Em 1735, Jonathan Edwards descobriu as técnicas por acidente durante uma cruzada religiosa em Northampton, Massachusetts. Percebeu que induzindo culpa e tensão, os “pecadores” presentes sucumbiam e submetiam-se completamente aos seus comandos.

As técnicas estão sendo utilizadas ainda hoje na Renovação Cristã, mas também em cultos, treinamentos de potencial humano, reuniões de negócios e inclusive no Exército dos Estados Unidos, para não mencionar o resto. A meu ver, a maioria dos pregadores não sabe que está usando técnicas de lavagem cerebral. Edwards, no caso, simplesmente tropeçou numa que realmente funcionava, outros a copiaram, e ela continuou sendo copiada por mais de duzentos anos. Quanto mais sofisticados nosso conhecimento e tecnologia ficam, mais eficiente a conversão. Acredito fortemente que essa é uma das principais causas do aumento no fundamentalismo cristão, especialmente na sua versão televisionada, enquanto a maioria das religiões ortodoxas está definhando.

Os Cristãos podem ter sido os primeiros a utilizar com sucesso a lavagem cerebral, mas nós temos que nos voltar a Pavlov, o cientista russo, para obtermos uma explicação científica. No começo do século XX, seus estudos com animais abriram a porta para investigações em humanos. Depois da Revolução Russa, Lênin percebeu rapidamente as aplicações potenciais da pesquisa de Pavlov. Três estados distintos e progressivos de inibição transmarginal foram identificados por Pavlov. O primeiro é a fase equivalente, em que o cérebro dá idêntica resposta a estímulos fortes ou fracos. O segundo é a fase paradoxal, nela o cérebro responde mais intensamente aos estímulos fortes que aos fracos. O terceiro é a fase ultraparadoxal, onde padrões de respostas e comportamentos condicionados invertem-se de positivo para negativo ou vice-versa. Progressivamente, através de cada fase, o grau de conversão torna-se maior. Os meios para alcançá-la são muitos e extremamente variados, mas o primeiro passo a ser dado, tanto para a lavagem cerebral religiosa quanto política, é enfocar e trabalhar nas emoções do indivíduo ou grupo até que isso produza níveis anormais de raiva, medo, excitação ou tensão. Como conseqüência, essa condição impede o discernimento claro e aumenta a sugestionabilidade. Quanto mais esse estado for mantido ou intensificado, mais crescem seus efeitos. Uma vez atingida a catarse, ou “primeira fase mental”, a manipulação torna-se mais fácil, e assim as programações mentais preexistentes podem ser substituídas por novos padrões de comportamento e pensamento.

… táticas de conversão e hipnose são duas coisas distintas, e as de conversão são muito mais potentes. Entretanto, normalmente as duas se encontram misturadas, mas com grandes resultados.

Como Agem os Pregadores

Apenas vá a alguma igreja e sente-se entre o meio e o fundo (preferencialmente no terceiro quarto). Alguma música repetitiva será tocada enquanto as pessoas organizam-se para começar a cerimônia. Essas músicas repetitivas, com batidas idealmente oscilando entre 45 a 72 por minuto (um ritmo próximo ao do coração humano), são muito hipnóticas e podem gerar estados alterados de consciência em uma alta porcentagem dos indivíduos, mesmo que mantenham os olhos abertos. Uma vez que as ondas cerebrais alfa sejam predominantes, você torna-se no mínimo 25 vezes mais sugestionável do que no estado beta de consciência. A música sendo a mesma para todos os eventos realizados pela igreja, ou ao menos possuindo a mesma batida, vai induzir um estado mental alterado quase imediatamente. Subconscientemente, o cérebro relembra-se de sua última experiência e responde entrando em transe automaticamente. Observe as pessoas aguardando o início da cerimônia. Muitas vão exibir sinais externos de transe: corpos relaxados e olhos levemente dilatados. Normalmente, enquanto estão sentadas em suas cadeiras, começam a balançar suas mãos no ar para frente e para trás. Abrindo o evento, provavelmente aparecerá o pastor-assistente, que costuma ser muito bem treinado na técnica da “voz cadenciada”.

Após induzir um estado alterado de consciência, passam a ter como objetivo gerar excitação e expectativa na audiência. Comumente virá um grupo de jovens mulheres em vestidos “angelicais e puros” para cantar. Músicas Gospel são ótimas para gerar excitação e envolvimento. No meio da canção alguma delas pode ser “acometida por um espírito” e cair no chão, ou reagir como se estivesse sendo possuída pelo Espírito Santo. Isso aumenta muito eficientemente a tensão no ambiente. Nessa situação, táticas de conversão e hipnose estão sendo misturadas e, como resultado, a audiência está totalmente absorta. O ambiente vai tornando-se cada vez mais e mais tenso. Exatamente neste momento, quando o estado mental alfa foi atingido, passarão com a “cestinha de coleta”. Ao fundo da igreja o pastor assistente com sua “Voz Cadenciada” provavelmente estará incitando os presentes dizendo – sempre cerca de 45 vezes por minuto – algo do tipo: “Dê a Deus… Dê a Deus… Dê a Deus… Dê a Deus…”, e a audiência obedece.

A seguir aparece o pregador “fogo e enxofre” induzindo medo e tensão, falando sobre o “demônio”, “ir para o inferno” ou a “proximidade do fim do mundo”. No último encontro desse tipo em que fui, o pregador falava que em breve haveria apenas sangue saindo de todas as torneiras da Terra. Ele também era obcecado com o “machado sangrento do divino”, que todos haviam “visto” na semana passada pendurado acima do púlpito. Não tenho dúvida de que todos o viram, o poder da sugestão aplicado a centenas de pessoas em hipnose assegura que ao menos 10 a 25 por cento delas veria qualquer coisa que ele dissesse estar lá. Na maioria desses encontros, após o “testemunho ocular”, segue-se um sermão predominantemente baseado no medo. As pessoas da audiência virão ao palco para contar suas histórias. “Eu era aleijado e agora posso andar!”, “Eu tinha artrite e agora ela se foi!”. É um tipo de manipulação psicológica que realmente funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas, as pessoas normais na platéia com problemas simples estarão convictas de que podem se curar. O lugar está carregado de medo, culpa, excitação e expectativas.

Primeira Técnica

Esteja alerta caso uma dessas organizações ofereça sessões de “manutenção” após o curso principal. Podem ser encontros semanais ou novos cursos lecionados periodicamente. Tentarão convencê-lo a participar dessa “manutenção” para manter controle sobre seus “aprendizes”. Assim como souberam os Renovadores Cristãos, eles também sabem que para haver sucesso em manipulações de longo prazo é imprescindível que existam sessões de “manutenção” posteriores à conversão.

Segunda Técnica

Outra evidência de que táticas de conversão estão sendo utilizadas são as “atividades” que causam fadiga física e/ou mental. Consegue-se isso normalmente ao deixar os participantes tão ocupados por longos períodos de tempo que não têm tempo para refletir ou pensar sobre o que estão fazendo/ouvindo.

Terceira Técnica

Essa categoria, dizendo de modo simples, engloba todas as técnicas usadas para aumentar a tensão no ambiente.

Quarta Técnica

Insegurança. Eu poderia passar horas descrevendo várias técnicas usadas para gerar insegurança. A maioria dos participantes tem grande receio de que seus “treinadores” o coloquem no centro das atenções frente ao grupo. Uma das práticas mais comuns é levar os participantes a relatar seus segredos íntimos, e normalmente também são constrangidos a participar de atividades que enfatizem a “remoção de suas máscaras”. Em um desses cursos, colocava-se um participante num palco de frente a todos os outros enquanto era verbalmente atacado pelos seus instrutores. Uma pesquisa feita alguns anos atrás mostrou que a fobia mais comum entre as pessoas é falar em público. Boa parte sucumbe, mas a maioria enfrenta essas situações de estresse extremo simplesmente “fugindo” mentalmente. Eles literalmente entram em alfa, o que os torna automaticamente muito mais sugestionáveis do que normalmente seriam. Essa situação representa mais um passo no caminho da conversão.

Quinta Técnica

Um outro traço típico é o uso de jargões ou neologismos que apenas tenham significado aos participantes do curso. Linguagem capciosa, depravada e/ou confusa também é usada propositalmente para causar constrangimento.

Sexta Técnica

Mais um sintoma do uso das técnicas de conversão é evitar o humor, ao menos até serem convertidos. Após isso, o divertimento e humor são altamente visados por serem símbolos da nova “felicidade” que os participantes supostamente teriam encontrado.

Tenho plena convicção de que pelo menos um terço da população mundial se enquadra no perfil que Eric Hoffer denomina “Crentes Cegos”. São literalmente seguidores cegos, pessoas que querem livrar-se de seu poder. Elas procuram por respostas, significados e iluminação em coisas externas a si mesmas. Hoffer diz em seu livro “O Crente Cego” (um clássico sobre o assunto) que “essas pessoas não pretendem conseguir fortalecimento ou auto-afirmação, mas apenas fugir de si mesmas, dando o controle de suas vidas a outrem. São seguidoras não porque procuram auto-superação, mas, na verdade, porque anseiam a auto-renúncia.

Fonte: Dick Sutphen. Psychologie und Landmark Education. Tradutor: André Díspore Cancian.