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Com a mudança de era, conceitos que nem são tão novos assim começam a ter mais destaque em nosso dia a dia ,e alguns, de forma muito superficial e sem muito conhecimento são divulgados de forma “popular e folclórica” criando muita confusão e entendimentos completamente sem cabimento.

É normal ver uma quantidade de informação referente a símbolos antigos  , esoterismo , misticismo e conceitos originários de escolas de conhecimento antigo e ocultismo.

Quem já esta familiarizado  com conceitos esotéricos e conhece seu significado consegue distinguir o conhecimento que se apresenta, sua simbologia, seus significados que apenas dizem respeito ao interior humano e seus muitos mistérios .

O grande problema se da quando  a maioria das pessoas  apenas observa o obvio, aquilo que se coloca a sua frente ,e não está “ treinado “ para observar o significado de toda essa simbologia ou textos que ao primeiro momento parecem conter uma enigmática incógnita, recheada de  segredos incompreensíveis.

Não terei a pretensão de explicar os detalhes de simbologias e mesmo esoterismo, o que seria até impossível nessa pequena matéria, não existe nenhuma possibilidade de explicar apenas em um simples texto de poucas palavras a profundidade do conhecimento esotérico e filosófico que acompanha a humanidade a milênios, mas tentarei desmistificar na medida do possível alguns pontos, os quais considero de importância para um entendimento  mais claro e menos supersticioso, que pode ser compreendido por qualquer pessoa, independente de religião ou credo.

É de extrema importância para se entender a função de muitos simbolismos que vemos hoje em dia que se tenha algum conhecimento de história antiga, civilizações antigas, sua cultura, costumes e tradições.Civilizações como os egípcios, Maias e Astecas,Celtas e Nórdicos, culturas indígenas americanas, australianas e asiáticas e é claro os antigos chineses e hindus.

Depois de termos adquirido algum conhecimento sobre todas essas civilizações perceberemos que embora algumas delas nunca terem se relacionado, pelo menos até onde a história é conhecida, é notado que de alguma forma elas estavam interligadas, que em tempos remotos havia uma espécie de conceito universal que se expandiu através de todo o planeta, e que  esse conceito, embora tivesse muitos nomes diferentes variando de civilização para civilização ou mesmo de tempos em tempos continuava o mesmo, como poderiam esses conhecimentos serem transmitidos através do mundo e do tempo entre várias civilizações que tinham cada qual sua linguagem distinta, escrita própria e em alguns casos nem sequer escrita tinham ?

A  resposta para isso é SIMBOLOGIA, da mesma forma que hoje temos sinalizações que identificamos de imediato, como os sinais de trânsito, entre outros, também na antiguidade se usavam símbolos para transmitir uma mensagem, um sinal e até mesmo um conhecimento.

Provavelmente a grande maioria dos símbolos que vemos nos dias de hoje tiveram suas origens oriundas dos antigos Celtas, onde os conhecimentos de sua cultura não eram transmitidos de forma escrita, pois eles acreditavam que o conhecimento é uma “faca de dois gumes” quando usada indevidamente poderia ser corrompida, isso na melhor das  hipóteses.

Outra cultura que teve nos símbolos uma importante forma de comunicação e transmissão de conhecimentos foi sem dúvida os egípcios, com uma vasta simbologia de profundo conhecimento sobre o universo, o homem e a natureza.

Natureza, talvez esse ponto principal que concentra provavelmente a maior parte de símbolos que vemos e não temos a capacidade de reconhecer e compreender seu significado de imediato, é inegável que os símbolos causam um impacto em nosso sub-consciente,  mas por que ?

Chegamos agora em ponto muito interessante, é onde iremos compreender a real função dos símbolos e como eles exercem uma comunicação com nosso inconsciente, além é claro, de ser uma forma de  transmissão de pensamento que não esta sujeita a ser corrompida pelas divergências culturais e linguísticas que são diferentes entre os povos.

Os antigos , acreditando que a única forma de viver harmoniosamente com o mundo  e entre si era conhecer a principio o seu próprio “eu”,não seria possível entender o ambiente que um ser vive sem compreender o próprio ser antes de  tudo,então desde muito cedo essas civilizações entenderam que cada ser humano é um ser complexo que não era apenas constituído de matéria, embora compreenderam que a própria matéria, o corpo físico era formado de hierarquias que juntas formavam o corpo humano, e assim , seguindo esse raciocínio lógico chegaram ao ponto de detectar que embora todos os homens fossem fisicamente e estruturalmente iguais, existiam diferenças entre eles, pensamentos diferentes, vícios, comportamentos variáveis que não seguiam um padrão assim como a hierarquia física.

Descobriram que o ser humano era também constituído de uma hierarquia “invisível” , que assim como o corpo físico, ela também possuía “ órgãos vitais “ , hoje conseguimos identificar o mais importante desse “ órgão “ , nós o chamamos de EGO.

Para ilustrar de forma mais fácil de ser entendida, vamos colocar da seguinte forma :

Você e seu ego são duas pessoas completamente diferentes, imagine você como a pessoa consciente, que você conhece bem, que faz suas tarefas do dia a dia, vai  trabalhar, dorme, etc.

Agora pense no ego como sendo uma outra pessoa, que tem necessidades diferentes, que pensa completamente diferente de você, e que por assim ser, tem um comportamento e uma vida que de forma alguma tem qualquer semelhança com o você  “você”.

Partindo desse principio, a linguagem que nos comunicamos com outras pessoas , não é entendida da mesma forma pelo EGO, para que possamos entrar em contato com nosso EGO é preciso acima de  tudo conhecer e saber diferenciar o que em nós é o nosso “eu” real e o que é o EGO.

A linguagem dos símbolos como vimos, é usada tanto para uma transmissão de conhecimentos  e também para criar um veículo de comunicação com o EGO, alguns símbolos, quando apenas observados pelo nosso “eu” terá um entendimento diferente da observação do EGO, obviamente que isso irá criar , quando visto pelo “eu”  , uma informação completamente deformada de seu real propósito e entendimento quando direcionada ao EGO e vice-versa.

Um exemplo clássico disso é a famosa e “sinistra” figura do Baphomet ou Bode de Mendes.

Definida originalmente, até onde se sabe, pelo ocultista Eliphas Levi, o Baphomet a vários anos vem assombrando o imaginário das pessoas pelo mundo, por que simplesmente é vista com os olhos do EGO.

Na verdade essa figura é muito interessante, riquíssima em símbolos,  que por incrível que pareça não representa o “ senhor das trevas “ , pelo menos não o senhor das trevas imaginário que mitologicamente foi criado para ser o “ antideus  judaico-cristão“ , o Baphomet representa o interior humano ( agora confundiu tudo não é ? mas calma…chegaremos lá… ).

Ele é a representação de ninguém menos do que … o EGO, isso mesmo, ele representa o que existe dentro de nós, cada simbolo presente nessa sinistra figura representa um aspecto do ser humano que necessita ser melhorado e lapidado.

Não entrarei em detalhes do significado de cada um dos símbolos  que se apresentam na figura do Baphomet, pelo menos não nessa matéria a qual serve apenas como um pequeno esboço da grandiosidade e profundo significado da vasta simbologia que faz parte do antigo conceito do “ conhecer  o ser antes do ambiente “ que nada mais é do que uma simples definição de CONHECIMENTO ESOTÉRICO, entender o que está dentro para poder entender o que está fora.

Escolas de conhecimento antigo usam os símbolos para “despertar” a consciência do ego, trazendo o conhecimento de sua existência para que seja analisada pelo “eu” e assim poder “educá-lo “ colocando barreiras nele e se autodisciplinando, até que, finalmente se consiga mudar a aparência sinistra e sombria que existe dentro de nós, o Baphomet interior, que precisa ser melhorado e consequentemente se tornar apenas e unicamente o  “eu” consciente, que estará enfim pronto para conhecer o ambiente a que pertence.

Espero que essa simples explicação consiga passar um pouco do vasto conhecimento sobre a gigantesca simbologia que existe desde tempos muito antigos, que embora não seja de conhecimento fácil a principio merece ser estudada com paixão, pois apenas diz  respeito a aspectos de grande interesse para nossa melhoria  como seres humanos, que irá refletir em nossa conduta ética, moral, perante a nossa sociedade que anda tão empobrecida e fatalmente doente, devido a falta do mais básico e primordial conhecimento, o de nós mesmos.

Autor : Kyoshi  Taka

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