Posts com Tag ‘ocultismo’

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Obra clássica do escritor e filósofo canadense autor de mais de 150 livros e ensaios sobre ocultismo e temas relacionados, versão em espanhol.

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imagesContinuando com o tema “simbologia e subconsciente” como já postado anteriormente em um outro tópico aqui do blog, dessa vez gostaria de ir mais a fundo nesse tema, e descobrir realmente porque os símbolos são tão impactantes assim, qual o motivo de causar “temor” e tanto receio assim na mente da maioria das pessoas.

Creio que não seja segredo para ninguém a existencia das duas mentes que estão equipadas em todos os seres humanos, a mente racional e a mente irracional, e obviamente, a forma como elas funcionam, de qualquer forma vamos dar um exemplo simples para que o restante dessa matéria seja melhor absorvida e analisada. A mente racional ou consciente é essa mesma que você está usando para ler esse texto nesse momento, enquanto que a mente irracional ou subconsciente é essa que está controlando sua respiração, seus batimentos cardíacos e o controle de temperatura do seu corpo entre outras tarefas que a mente consciente não está nem um pouco preocupada e não dá a menor atenção.

Uma das partes interessantes da mente consciente e subconsciente é que por mais que a mente consciente se esforce ela não consegue “domar” ou controlar a mente subconsciente, e isso se dá ao fato das duas mentes terem um método de comunicação ou linguagem único e diferente entre si, ou seja, a forma que a mente consciente “vê” é totalmente diferente da forma como a mente subconsciente “enxerga”, a mente subconsciente “trabalha” com metáforas e simbolismos enquanto que a mente consciente, como sabemos bem, age diretamente com o que conseguimos captar com nossos sentidos e nos é “real e palpável”.

Outro intrigante ponto desse estranho relacionamento entre as duas mentes é que a nossa mente consciente é o verdadeiro governante sobre a mente subconsciente, para ficar ainda fácil e não deixar o texto cheio de termos chatos e metódicos, vamos chamar a partir de agora a mente consciente de “mente menor” e a mente subconsciente de “mente maior”.

Mas como a mente menor pode controlar a mente maior?

Bem, você já deve ter ouvido em algum lugar, alguém dizer que “somos todos um”, ou que todos temos a “centelha divina” etc, etc…é bem por ai mesmo…a diferença é que não existe nada de realmente muito “divino” nisso, não existe mágica ou coisas muito complicadas, talvez uma mudança de paradigma ou na forma como cada vê a realidade ao seu redor…mas, nada “muito” radical…um pouquinho só…

Segundo algumas crenças orientais (na verdade todas elas) e até mesmo algumas ocidentais, todo o universo é uma coisa só, como um grande organismo que quando visto parcialmente é apenas um amontoado de caos sem sentido aparente, mas ali existe uma lógica, profunda e inabalável, que opera com valores e leis simples e poderosas.

Todo esse vasto universo e além dele, é tudo aquilo que existe e sempre existiu e tudo que existe nele, obviamente é também ele próprio, portanto, nós somos parte inconfundível desse organismo, a parte interessante nisso é que essas mesmas crenças, tanto orientais muito antigas, como as ocidentais, afirmam que o universo e tudo nele e além dele, é uma espécie de sonho, uma criação mental, então assim sendo, nossa mente maior é apenas uma extensão dessa mente superior universal, e a nossa mente menor é simplesmente o “gatilho” ou um “playground” para a mente maior e consequentemente a mente superior universal.

Uma metáfora simples e que vai ser entendida de forma bem fácil seria essa, nossa mente menor é um software, um programa que vai ser instalado no sistema operacional de um computador, que seria a mente maior que por sua vez fará a conexão com uma rede maior, a internet ou intranet local, no nosso caso, a “internet cósmica universal”, como sabemos bem, a comunicação entre o software e o sistema operacional de um computador não é o mesmo que nos é passado pela tela do monitor, não é possível “escrever” um programa na mesma linguagem que a interface do monitor nos mostra, é preciso programar na linguagem de “máquina” usando qualquer língua de programação disponível (C++, Visual Basic, Java, etc).

O que acontece com a mente menor e maior é a mesma coisa, embora a mente menor seja o software que vai fazer o sistema operacional funcionar devidamente e tirar o melhor proveito do equipamento, essa comunicação se faz de forma não completamente entendível pela nossa interface visual, ou seja, os sentidos racionais que temos da realidade, os símbolos e metáforas fazem parte da linguagem de “máquina” necessária para que as ordens e comandos da mente menor sejam interpretadas e obedecidas pela mente maior, e assim tirar o máximo proveito do equipamento e quem sabe até mesmo acessar a “internet cósmica”.

Mas o que isso tem a ver com o famoso “somos todos um”?

Bem, um dos grandes “mistérios” que a nossa querida ciência convencional não consegue entender é, de onde vem a consciência, esse é um tema considerado ainda um grande “tabu” dentro da comunidade científica mundial, o que acabou levando qualquer especulação ou estudo sobre a consciência para o ingrato campo da “pseudo-ciência esotérica”.

O que podemos entender é que, a consciência é algo comum a todos os seres humanos, porém cada um tem uma visão própria dessa consciência, uma visão única da sua realidade, ou seja, todos possuímos um software programado unicamente para nós, mas que interage com um sistema operacional “multitarefa” que está em um ambiente de “código livre” e aberto á todos.

Mas se os símbolos são essa ligação da nossa mente menor com a mente maior, porque então as pessoas tem tanta relutância em aceitá-los ou mesmo um inexplicável pavor por certas simbologias e sinais?

Porque elas estão tentando decifrar esses símbolos com a mente menor, estão tentando ler esses símbolos como se vê, e como já vimos alguns parágrafos acima, os símbolos funcionam com um tipo de linguagem diferente que só é entendido pela mente maior.

Chegamos num ponto muito interessante agora, pois abordaremos o tema que está “na moda” em quase toda a internet moderna, as famosas “teorias da conspiração” e as “temíveis” sociedades secretas.

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Para poder entender um pouco do porque sociedades secretas estão cheias de simbolismos, é necessário voltar ao passado, nos primórdios da civilização, os Sumérios e Babilônicos, e curiosamente essas duas culturas são o “prato favorito” dos teóricos da conspiração, simplesmente porque o simbolismo é muito forte e evidente nessas culturas.

Sociedades secretas foram criadas para garantir e assegurar que um certo tipo de conhecimento não se perdesse no tempo, através das gerações, uma mente treinada que consegue trabalhar conjuntamente a mente menor e a mente maior não terá grandes dificuldades em entender o significado dos muitos símbolos existentes, mas nem todos os símbolos foram criados como uma forma de passar conhecimento adiante, os símbolos estão em todos os lugares, até mesmo em nosso corpo, nosso pensamento, é uma linguagem universal, qualquer pessoa sabe o que a figura de uma lampada em cima de uma cabeça significa, ou o que um sifão ou um sinal de positivo feito com a mão significa, tudo é formado por símbolos, até mesmo esse texto que você está lendo.

Os símbolos são uma linguagem universal, que é perfeitamente entendida pela mente maior, e consequentemente pela mente superior, sociedades secretas sabem muito bem disso, esse é um conhecimento que está sendo usando durante muito, muito tempo sem que a maioria das pessoas tenha qualquer noção disso.

Repare nas logomarcas e logotipos das grandes empresas multibilionárias existentes, todas terão um elemento geométrico, um circulo ou um triângulo, esses símbolos estão dizendo alguma coisa para o seu subconsciente, a sua mente maior, pois é sabido o efeito que esses símbolos tem na nossa mente maior e o poder que essa mente tem.

Mas isso não tem nada absolutamente nada a ver com “satanismo” e coisas do capeta católico cristão, criado pela igreja católica, isso tem a ver com controle, esse conhecimento continua não divulgado as massas pelo simples fato da massa não se importar, o poder que toda essa simbologia exerce vai muito além do que a maioria das pessoas crê ou entende, pois esses símbolos são uma ligação direta da nossa mente maior com a mente superior, a mente que cria a nossa realidade, o conhecimento de certos segredos que podem alterar esse “playground” da forma que desejarmos, e devemos reconhecer, que nem todos estão preparados para lidar com isso.

Para que a matéria não se torne chata e tediosa, deixarei uma terceira parte para mais adiante, onde abordaremos a simbologia existente de forma mais profunda e na medida do possível e permitido, mais direta e sem muitas frescuras, até mais!

Outro dia estive revisando alguns livros da minha ” bibliotéca virtual ” e me deparei com alguns ebooks de René Guénon, que confesso, ainda não tive tempo de lêr.

Lembrei de tê-los baixado da internet depois de lêr uma matéria em um site do qual não me lembro o nome…mas que dizia que o dito escritor frânces acima acreditava que no mundo existe uma ” guerra oculta ” entre os que lutam pela manutenção da Tradição e outros que seriam a Anti-Tradição.

Não vou me aprofundar em René Guénon pois como não li nenhum de seus livros até o momento não seria certo dar minha opinião sobre ele, mas fiquei pensando sobre isso e de como deveria ser tal guerra.

Em uma guerra convencional os dois lados, as duas potencias militares usam a mesma base  tecnológica  em seus armamentos, usam os mesmos principios bélicos e estratégias diferentes, mas necessáriamente  suas armas , com algumas pequenas diferenças , tem a mesma origem, um único fundamento.

É possível que em uma guerra ” oculta ” onde o principal objetivo é o controle e divulgação do conhecimento divino e libertador  é logíco e perfeitamente aceitavél que ambos os lados também usem armas baseadas na mesma ” tecnologia “.

Acho que ae existe uma grande confusão quando se generaliza conceitos, principalmente querendo misturar todas as coisas na mesma panela e dizer que ” tudo que é ligado a isso está necessariamente ligado aquilo “. Nem tudo que parece ser mal é mal e nem tudo que nos parece ser bom é realmente bom, a realidade pode ter outro revés bem diferente do que imaginamos ser.

Por exemplo, de tudo o que dizem sobre as ordens ocultas ou herméticas, onde todos generalizam que todas elas são ” satânicas ” , se pesquisarmos as origens hebraicas do nome ” lúcifer ” teremos uma grande surpresa…

Eu acho muito interessante quando entra no debate o significado da palavra ” Yehoshua ” onde todos rapidamente querem explicar o seu ” profundo ” significado, mas quando entra em cena a temivél palavra ” Lucifer ” ah não… ! o significado se torna vago e apenas relativo ao coisa ruim , chifrudo , capeta , satanás , anti-cristo , e etc  é um termo que não necessita de explicações nem pesquisa, ele é o que o padre da paróquia disse e ponto final !

Nesse sentido fica muito fácil generalizar conceitos que vistos de forma superficial , sem o devido conhecimento  acabam se tornando uma verdade absoluta , uma arma perfeita para fins inescrupulosos com claras intenções de confundir mais do que de elucidar.

Seria interessante olhar os aspéctos atuais do mundo e tentar encaixar os acontecimentos que podem estar ocorrendo em decorrência dessa ” batalha oculta ” que nós não percebemos e qual desses lados é o ” bandido e o moçinho “.