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Frutas são "símbolos"? No mundo moderno, apesar de toda tecnologia ao nosso dispor, a ciência convencional, ainda não consegue explicar certos “fenômenos” com relação ao corpo humano, certas doenças que o atingem e suas relativas curas.

Estaria a ciência procurando por essas respostas nos locais errados?

Ou provavelmente a ciência já tem essas respostas e se recusa a aceitá-las  por serem obvias demais?

Pior ainda, eles tem pleno conhecimento dessas respostas, as aceitam perfeitamente, mas não querem as compartilhar por algum motivo “misterioso”, será?

Conhecendo um pouco da natureza humana, eu fico com essa última hipótese…porém, como não acredito em “mistérios” vamos investigar isso mais a fundo, nada melhor que olhar nosso “passado” para obter algumas dicas valiosas para nosso aprendizado, afinal, como já sabemos, o “conhecimento antigo” sempre nos traz coisas novas.

“Era uma vez…”

Paracelso

Paracelso

Quando o Brasil ainda mal tinha sido “descoberto”, existiu um grande Cientista, ou melhor, um Alquimista, ou melhor, um Filósofo e Médico, chamado Paracelso, ele tinha o estranho hábito de “receitar” legumes, frutas e até mesmo flores para seus pacientes, como forma de curar os males do corpo e doenças diversas, ele acreditava que a cura para determinada doença estaria em seu correspondente comparativo na natureza, o que se confirmou ser verdadeiro, o que a própria ciência convencional conhece, porém, não aplica.

Paracelso é então, considerado como o pai da “Doutrina de Assinaturas”, onde ele entendeu que o corpo humano é formado por “símbolos” e que esses mesmos símbolos estão por toda a natureza, um grande exemplo disso é a incrível semelhança entre a noz Juglans regia, e sua inacreditável semelhança com um cérebro humano, ela possui, assim como um cérebro, dois hemisférios, um neocórtex, cerebelo inferiores e superiores, e mais inacreditável ainda, a ciência convencional já sabe (ou sempre soube…) que ela auxilia grandemente no desenvolvimento das funções cerebrais humanas. Vale lembrar que Paracelso é considerado também o “pai” da química moderna.

As semelhanças entre os símbolos do corpo humano e outros corpos orgânicos da natureza não param por ai, existe uma infinidade de grãos, legumes, frutas e vegetais que tem a mesma semelhança com todos os órgãos humanos, externos e internos.

Corte uma cenoura em rodelas e você verá exatamente a mesma estrutura de um olho humano visto de frente, alguém provavelmente já lhe disse que cenoura”faz bem para os olhos”, não é mesmo?, ou como um gengibre se parece exatamente como uma visão isolada de um estômago.

Essas e outras “coincidências” estão em todos os aspectos da natureza e sua ligação com o ser humano, podemos ver facilmente como viver não é tão complicado assim, nós é que complicamos, ou pior do que isso, deixamos que “outros” compliquem as coisas para nós, existe bem a nossa frente um “código universal” que longe de ser “divino” ou mágico, é extremamente lógico e racional, a simples observação do Macrocosmo e do Microcosmo nos dará todos os meios de vivermos da forma que feitos para viver, verdadeiramente livres e apenas obedientes a algumas regras bem simples e de fácil entendimento, as regras do universo, que de tão simples e obvias, não observamos com a devida atenção.

Noz

A indústria farmacêutica sabe muito bem disso, a ciência convencional também, e o mais importante, as antigas civilizações também o sabiam, então porque esse conhecimento não é divulgado? quem está por trás disso? qual o interesse em se criar compostos sintéticos para nossos corpos senão o lucro ganancioso e o objetivo sórdido de acobertar “Segredos Antigos” que certamente nos levaria a questionamentos mais profundos e impertinentes?

Talvez o dinheiro e o poder material não sejam as únicas respostas para tais perguntas, a “Toca do Coelho” como sempre, continua cada vez mais profunda…

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Continuando com as matérias esclarecedoras sobre simbologia , dessa vez iremos fazer uma rápida viagem até  as índias, onde conheceremos uma grande divindade hindu, conhecida por justamente se apresentar em uma forma incomum que pode até causar estranheza , seu nome é Ganesha ( sânscrito : श्रीगणेश).

Antes de  explicar o significado dessa popular divindade, vamos entender um pouco mais sobre o hinduísmo e seus conceitos.

O hinduísmo, também é conhecido como “ religião eterna “ e tem essa definição por não se  ter conhecimento de quem a fundou  ou a introduziu, teve seu inicio as margens do Rio Ganges a mais ou menos 5 mil atrás . O hinduísmo engloba uma série de ensinamentos , tradições e mitos, onde existem milhares de divindades  ,dentre as principais citaremos :

Brahma :  A causa , a origem e a própria essência do universo, sem ele nada existe.

Vishnu :  A força que mantém toda a vida ,  força que cura e salva.

Shiva : É o renovador, assim como cria também destrói, é o destruidor  que renova e recria.

As divindades hindus são muitas vezes representadas como tendo vários braços e cabeças, o que simboliza seus muitos poderes ( virtudes ) .

Bem, não vamos nos aprofundar no hinduísmo, nosso propósito é apenas dar um exemplo de uma forte simbologia , o básico do  hinduísmo é o conhecimento interior e a figura de Ganesha representa isso de forma exemplar, de entendimento fácil e intuitivo.

Ganesha é o filho primogênito de Shiva, o destruidor e Parvati, a deusa da natureza. Ele é representado em um corpo de menino com cabeça de elefante e possuí quatro braços.

Uma das coisas mais interessantes ao se estudar o hinduísmo é notar que todas as divindades representam não um deus propriamente dito, mas sim aspectos ou virtudes humanas, no caso de Ganesha não é diferente, ele é o símbolo do conhecimento  e sabedoria.

Segundo o hinduísmo, Ganesha foi o escriba dos textos védicos, usando para isso um pedaço de seu próprio marfim que serviu como pena, notemos que, os vedas são os únicos escritos do hinduísmo, divididos em quatro livros, contém todo o conhecimento do hinduísmo, e foram assim escritos pela divindade que simboliza o conhecimento e sabedoria,  ou seja, os vedas foram “ escritos” pelo conhecimento usando uma ferramenta da sabedoria.

O mais interessante sem dúvida é a simbologia da própria divindade Ganesha :

Orelhas grandes : Escutar bem, saber ouvir os ensinamentos ( Sravanam ).

Olhos pequenos : Enxergar com concentração , se concentrar no que se aprende.

Boca pequena : Falar menos  e apenas o essencial.

Cabeça grande : Ter a capacidade de aprender sempre mais,ser inteligente, não esquecer o que foi  ensinado, possuir a “ memória de elefante “.

A barriga saliente : Ter a capacidade de “engolir, digerir  e assimilar “ todos os obstáculos lentamente, assim como todo conhecimento adquirido.

A tromba : Representa o discernimento entre o espiritual e o material e mundano.

Ganesha possui quatro braços, onde cada um deles segura um objeto ou faz um sinal especifico em cada mão, a mão superior direita carrega um pequeno machado, que simboliza o “corte” aos apelos materiais e dos desejos do ego, elimina os obstáculos  para que a mente compreenda melhor os ensinamentos e atinja o conhecimento mais facilmente.

A mão superior esquerda, segura normalmente uma lótus mas algumas vezes também pode segurar um laço,  onde representa   o apego a verdade, ser “amarrado” ao eu verdadeiro, a realidade suprema,  o “eu” absoluto, enquanto a lótus define a natureza pura, imaculada  e absoluta.

Na mão inferior direita vemos o mudra “Abhãya Mudra” que faz  referência a preparação mental, normalmente usada para fazer uma meditação, um estado de preparo mental.

Já não mão inferior esquerda vemos um prato recheado com “Modaka” um doce hindu feito de arroz e leite, onde é representado a satisfação,  a plenitude ao se alcançar o caminho da disciplina e do  autoconhecimento, o prêmio pela vitória acima do ego.

O pequeno  rato que aparece no chão perto da divindade  e que muitas vezes entra em cena como sendo a montaria de Ganesha,  representa o EGO , seus desejos, voracidade e cobiça, sempre “roubando” mais  do pode comer , ao ilustrar Ganesha montando o  rato é simbolizado  que o conhecimento se sobrepõe ao ego, o controlando e o guiando no caminho da sabedoria e do autoconhecimento.

A figura de Ganesha que é o filho primeiro de Shiva ( destruição para renovar ) e Parvati ( natureza, pureza e imponência ) , representa tão somente o conhecimento, a sabedoria, e sua imagem nos lembra a todo momento o caminho que deve ser seguido para se alcançar esse conhecimento, simples assim.

Existem outras simbologias  na divindade Ganesha, mas creio que essas sejam as principais, que mostram claramente como a simbologia tem  um impacto direto no nosso subconsciente e que vista sem a intromissão do ego  ela se faz completamente aceitável e faz  todo sentido.

Até a próxima matéria sobre simbologia e seus significados.