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imagesContinuando com o tema “simbologia e subconsciente” como já postado anteriormente em um outro tópico aqui do blog, dessa vez gostaria de ir mais a fundo nesse tema, e descobrir realmente porque os símbolos são tão impactantes assim, qual o motivo de causar “temor” e tanto receio assim na mente da maioria das pessoas.

Creio que não seja segredo para ninguém a existencia das duas mentes que estão equipadas em todos os seres humanos, a mente racional e a mente irracional, e obviamente, a forma como elas funcionam, de qualquer forma vamos dar um exemplo simples para que o restante dessa matéria seja melhor absorvida e analisada. A mente racional ou consciente é essa mesma que você está usando para ler esse texto nesse momento, enquanto que a mente irracional ou subconsciente é essa que está controlando sua respiração, seus batimentos cardíacos e o controle de temperatura do seu corpo entre outras tarefas que a mente consciente não está nem um pouco preocupada e não dá a menor atenção.

Uma das partes interessantes da mente consciente e subconsciente é que por mais que a mente consciente se esforce ela não consegue “domar” ou controlar a mente subconsciente, e isso se dá ao fato das duas mentes terem um método de comunicação ou linguagem único e diferente entre si, ou seja, a forma que a mente consciente “vê” é totalmente diferente da forma como a mente subconsciente “enxerga”, a mente subconsciente “trabalha” com metáforas e simbolismos enquanto que a mente consciente, como sabemos bem, age diretamente com o que conseguimos captar com nossos sentidos e nos é “real e palpável”.

Outro intrigante ponto desse estranho relacionamento entre as duas mentes é que a nossa mente consciente é o verdadeiro governante sobre a mente subconsciente, para ficar ainda fácil e não deixar o texto cheio de termos chatos e metódicos, vamos chamar a partir de agora a mente consciente de “mente menor” e a mente subconsciente de “mente maior”.

Mas como a mente menor pode controlar a mente maior?

Bem, você já deve ter ouvido em algum lugar, alguém dizer que “somos todos um”, ou que todos temos a “centelha divina” etc, etc…é bem por ai mesmo…a diferença é que não existe nada de realmente muito “divino” nisso, não existe mágica ou coisas muito complicadas, talvez uma mudança de paradigma ou na forma como cada vê a realidade ao seu redor…mas, nada “muito” radical…um pouquinho só…

Segundo algumas crenças orientais (na verdade todas elas) e até mesmo algumas ocidentais, todo o universo é uma coisa só, como um grande organismo que quando visto parcialmente é apenas um amontoado de caos sem sentido aparente, mas ali existe uma lógica, profunda e inabalável, que opera com valores e leis simples e poderosas.

Todo esse vasto universo e além dele, é tudo aquilo que existe e sempre existiu e tudo que existe nele, obviamente é também ele próprio, portanto, nós somos parte inconfundível desse organismo, a parte interessante nisso é que essas mesmas crenças, tanto orientais muito antigas, como as ocidentais, afirmam que o universo e tudo nele e além dele, é uma espécie de sonho, uma criação mental, então assim sendo, nossa mente maior é apenas uma extensão dessa mente superior universal, e a nossa mente menor é simplesmente o “gatilho” ou um “playground” para a mente maior e consequentemente a mente superior universal.

Uma metáfora simples e que vai ser entendida de forma bem fácil seria essa, nossa mente menor é um software, um programa que vai ser instalado no sistema operacional de um computador, que seria a mente maior que por sua vez fará a conexão com uma rede maior, a internet ou intranet local, no nosso caso, a “internet cósmica universal”, como sabemos bem, a comunicação entre o software e o sistema operacional de um computador não é o mesmo que nos é passado pela tela do monitor, não é possível “escrever” um programa na mesma linguagem que a interface do monitor nos mostra, é preciso programar na linguagem de “máquina” usando qualquer língua de programação disponível (C++, Visual Basic, Java, etc).

O que acontece com a mente menor e maior é a mesma coisa, embora a mente menor seja o software que vai fazer o sistema operacional funcionar devidamente e tirar o melhor proveito do equipamento, essa comunicação se faz de forma não completamente entendível pela nossa interface visual, ou seja, os sentidos racionais que temos da realidade, os símbolos e metáforas fazem parte da linguagem de “máquina” necessária para que as ordens e comandos da mente menor sejam interpretadas e obedecidas pela mente maior, e assim tirar o máximo proveito do equipamento e quem sabe até mesmo acessar a “internet cósmica”.

Mas o que isso tem a ver com o famoso “somos todos um”?

Bem, um dos grandes “mistérios” que a nossa querida ciência convencional não consegue entender é, de onde vem a consciência, esse é um tema considerado ainda um grande “tabu” dentro da comunidade científica mundial, o que acabou levando qualquer especulação ou estudo sobre a consciência para o ingrato campo da “pseudo-ciência esotérica”.

O que podemos entender é que, a consciência é algo comum a todos os seres humanos, porém cada um tem uma visão própria dessa consciência, uma visão única da sua realidade, ou seja, todos possuímos um software programado unicamente para nós, mas que interage com um sistema operacional “multitarefa” que está em um ambiente de “código livre” e aberto á todos.

Mas se os símbolos são essa ligação da nossa mente menor com a mente maior, porque então as pessoas tem tanta relutância em aceitá-los ou mesmo um inexplicável pavor por certas simbologias e sinais?

Porque elas estão tentando decifrar esses símbolos com a mente menor, estão tentando ler esses símbolos como se vê, e como já vimos alguns parágrafos acima, os símbolos funcionam com um tipo de linguagem diferente que só é entendido pela mente maior.

Chegamos num ponto muito interessante agora, pois abordaremos o tema que está “na moda” em quase toda a internet moderna, as famosas “teorias da conspiração” e as “temíveis” sociedades secretas.

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Para poder entender um pouco do porque sociedades secretas estão cheias de simbolismos, é necessário voltar ao passado, nos primórdios da civilização, os Sumérios e Babilônicos, e curiosamente essas duas culturas são o “prato favorito” dos teóricos da conspiração, simplesmente porque o simbolismo é muito forte e evidente nessas culturas.

Sociedades secretas foram criadas para garantir e assegurar que um certo tipo de conhecimento não se perdesse no tempo, através das gerações, uma mente treinada que consegue trabalhar conjuntamente a mente menor e a mente maior não terá grandes dificuldades em entender o significado dos muitos símbolos existentes, mas nem todos os símbolos foram criados como uma forma de passar conhecimento adiante, os símbolos estão em todos os lugares, até mesmo em nosso corpo, nosso pensamento, é uma linguagem universal, qualquer pessoa sabe o que a figura de uma lampada em cima de uma cabeça significa, ou o que um sifão ou um sinal de positivo feito com a mão significa, tudo é formado por símbolos, até mesmo esse texto que você está lendo.

Os símbolos são uma linguagem universal, que é perfeitamente entendida pela mente maior, e consequentemente pela mente superior, sociedades secretas sabem muito bem disso, esse é um conhecimento que está sendo usando durante muito, muito tempo sem que a maioria das pessoas tenha qualquer noção disso.

Repare nas logomarcas e logotipos das grandes empresas multibilionárias existentes, todas terão um elemento geométrico, um circulo ou um triângulo, esses símbolos estão dizendo alguma coisa para o seu subconsciente, a sua mente maior, pois é sabido o efeito que esses símbolos tem na nossa mente maior e o poder que essa mente tem.

Mas isso não tem nada absolutamente nada a ver com “satanismo” e coisas do capeta católico cristão, criado pela igreja católica, isso tem a ver com controle, esse conhecimento continua não divulgado as massas pelo simples fato da massa não se importar, o poder que toda essa simbologia exerce vai muito além do que a maioria das pessoas crê ou entende, pois esses símbolos são uma ligação direta da nossa mente maior com a mente superior, a mente que cria a nossa realidade, o conhecimento de certos segredos que podem alterar esse “playground” da forma que desejarmos, e devemos reconhecer, que nem todos estão preparados para lidar com isso.

Para que a matéria não se torne chata e tediosa, deixarei uma terceira parte para mais adiante, onde abordaremos a simbologia existente de forma mais profunda e na medida do possível e permitido, mais direta e sem muitas frescuras, até mais!

Com a mudança de era, conceitos que nem são tão novos assim começam a ter mais destaque em nosso dia a dia ,e alguns, de forma muito superficial e sem muito conhecimento são divulgados de forma “popular e folclórica” criando muita confusão e entendimentos completamente sem cabimento.

É normal ver uma quantidade de informação referente a símbolos antigos  , esoterismo , misticismo e conceitos originários de escolas de conhecimento antigo e ocultismo.

Quem já esta familiarizado  com conceitos esotéricos e conhece seu significado consegue distinguir o conhecimento que se apresenta, sua simbologia, seus significados que apenas dizem respeito ao interior humano e seus muitos mistérios .

O grande problema se da quando  a maioria das pessoas  apenas observa o obvio, aquilo que se coloca a sua frente ,e não está “ treinado “ para observar o significado de toda essa simbologia ou textos que ao primeiro momento parecem conter uma enigmática incógnita, recheada de  segredos incompreensíveis.

Não terei a pretensão de explicar os detalhes de simbologias e mesmo esoterismo, o que seria até impossível nessa pequena matéria, não existe nenhuma possibilidade de explicar apenas em um simples texto de poucas palavras a profundidade do conhecimento esotérico e filosófico que acompanha a humanidade a milênios, mas tentarei desmistificar na medida do possível alguns pontos, os quais considero de importância para um entendimento  mais claro e menos supersticioso, que pode ser compreendido por qualquer pessoa, independente de religião ou credo.

É de extrema importância para se entender a função de muitos simbolismos que vemos hoje em dia que se tenha algum conhecimento de história antiga, civilizações antigas, sua cultura, costumes e tradições.Civilizações como os egípcios, Maias e Astecas,Celtas e Nórdicos, culturas indígenas americanas, australianas e asiáticas e é claro os antigos chineses e hindus.

Depois de termos adquirido algum conhecimento sobre todas essas civilizações perceberemos que embora algumas delas nunca terem se relacionado, pelo menos até onde a história é conhecida, é notado que de alguma forma elas estavam interligadas, que em tempos remotos havia uma espécie de conceito universal que se expandiu através de todo o planeta, e que  esse conceito, embora tivesse muitos nomes diferentes variando de civilização para civilização ou mesmo de tempos em tempos continuava o mesmo, como poderiam esses conhecimentos serem transmitidos através do mundo e do tempo entre várias civilizações que tinham cada qual sua linguagem distinta, escrita própria e em alguns casos nem sequer escrita tinham ?

A  resposta para isso é SIMBOLOGIA, da mesma forma que hoje temos sinalizações que identificamos de imediato, como os sinais de trânsito, entre outros, também na antiguidade se usavam símbolos para transmitir uma mensagem, um sinal e até mesmo um conhecimento.

Provavelmente a grande maioria dos símbolos que vemos nos dias de hoje tiveram suas origens oriundas dos antigos Celtas, onde os conhecimentos de sua cultura não eram transmitidos de forma escrita, pois eles acreditavam que o conhecimento é uma “faca de dois gumes” quando usada indevidamente poderia ser corrompida, isso na melhor das  hipóteses.

Outra cultura que teve nos símbolos uma importante forma de comunicação e transmissão de conhecimentos foi sem dúvida os egípcios, com uma vasta simbologia de profundo conhecimento sobre o universo, o homem e a natureza.

Natureza, talvez esse ponto principal que concentra provavelmente a maior parte de símbolos que vemos e não temos a capacidade de reconhecer e compreender seu significado de imediato, é inegável que os símbolos causam um impacto em nosso sub-consciente,  mas por que ?

Chegamos agora em ponto muito interessante, é onde iremos compreender a real função dos símbolos e como eles exercem uma comunicação com nosso inconsciente, além é claro, de ser uma forma de  transmissão de pensamento que não esta sujeita a ser corrompida pelas divergências culturais e linguísticas que são diferentes entre os povos.

Os antigos , acreditando que a única forma de viver harmoniosamente com o mundo  e entre si era conhecer a principio o seu próprio “eu”,não seria possível entender o ambiente que um ser vive sem compreender o próprio ser antes de  tudo,então desde muito cedo essas civilizações entenderam que cada ser humano é um ser complexo que não era apenas constituído de matéria, embora compreenderam que a própria matéria, o corpo físico era formado de hierarquias que juntas formavam o corpo humano, e assim , seguindo esse raciocínio lógico chegaram ao ponto de detectar que embora todos os homens fossem fisicamente e estruturalmente iguais, existiam diferenças entre eles, pensamentos diferentes, vícios, comportamentos variáveis que não seguiam um padrão assim como a hierarquia física.

Descobriram que o ser humano era também constituído de uma hierarquia “invisível” , que assim como o corpo físico, ela também possuía “ órgãos vitais “ , hoje conseguimos identificar o mais importante desse “ órgão “ , nós o chamamos de EGO.

Para ilustrar de forma mais fácil de ser entendida, vamos colocar da seguinte forma :

Você e seu ego são duas pessoas completamente diferentes, imagine você como a pessoa consciente, que você conhece bem, que faz suas tarefas do dia a dia, vai  trabalhar, dorme, etc.

Agora pense no ego como sendo uma outra pessoa, que tem necessidades diferentes, que pensa completamente diferente de você, e que por assim ser, tem um comportamento e uma vida que de forma alguma tem qualquer semelhança com o você  “você”.

Partindo desse principio, a linguagem que nos comunicamos com outras pessoas , não é entendida da mesma forma pelo EGO, para que possamos entrar em contato com nosso EGO é preciso acima de  tudo conhecer e saber diferenciar o que em nós é o nosso “eu” real e o que é o EGO.

A linguagem dos símbolos como vimos, é usada tanto para uma transmissão de conhecimentos  e também para criar um veículo de comunicação com o EGO, alguns símbolos, quando apenas observados pelo nosso “eu” terá um entendimento diferente da observação do EGO, obviamente que isso irá criar , quando visto pelo “eu”  , uma informação completamente deformada de seu real propósito e entendimento quando direcionada ao EGO e vice-versa.

Um exemplo clássico disso é a famosa e “sinistra” figura do Baphomet ou Bode de Mendes.

Definida originalmente, até onde se sabe, pelo ocultista Eliphas Levi, o Baphomet a vários anos vem assombrando o imaginário das pessoas pelo mundo, por que simplesmente é vista com os olhos do EGO.

Na verdade essa figura é muito interessante, riquíssima em símbolos,  que por incrível que pareça não representa o “ senhor das trevas “ , pelo menos não o senhor das trevas imaginário que mitologicamente foi criado para ser o “ antideus  judaico-cristão“ , o Baphomet representa o interior humano ( agora confundiu tudo não é ? mas calma…chegaremos lá… ).

Ele é a representação de ninguém menos do que … o EGO, isso mesmo, ele representa o que existe dentro de nós, cada simbolo presente nessa sinistra figura representa um aspecto do ser humano que necessita ser melhorado e lapidado.

Não entrarei em detalhes do significado de cada um dos símbolos  que se apresentam na figura do Baphomet, pelo menos não nessa matéria a qual serve apenas como um pequeno esboço da grandiosidade e profundo significado da vasta simbologia que faz parte do antigo conceito do “ conhecer  o ser antes do ambiente “ que nada mais é do que uma simples definição de CONHECIMENTO ESOTÉRICO, entender o que está dentro para poder entender o que está fora.

Escolas de conhecimento antigo usam os símbolos para “despertar” a consciência do ego, trazendo o conhecimento de sua existência para que seja analisada pelo “eu” e assim poder “educá-lo “ colocando barreiras nele e se autodisciplinando, até que, finalmente se consiga mudar a aparência sinistra e sombria que existe dentro de nós, o Baphomet interior, que precisa ser melhorado e consequentemente se tornar apenas e unicamente o  “eu” consciente, que estará enfim pronto para conhecer o ambiente a que pertence.

Espero que essa simples explicação consiga passar um pouco do vasto conhecimento sobre a gigantesca simbologia que existe desde tempos muito antigos, que embora não seja de conhecimento fácil a principio merece ser estudada com paixão, pois apenas diz  respeito a aspectos de grande interesse para nossa melhoria  como seres humanos, que irá refletir em nossa conduta ética, moral, perante a nossa sociedade que anda tão empobrecida e fatalmente doente, devido a falta do mais básico e primordial conhecimento, o de nós mesmos.

Autor : Kyoshi  Taka